sábado, 8 de dezembro de 2012

Volta!


Sinto-me fugir...
A cada dia que passa, sinto-me mais longe
Mais fria, mais vazia, mais só.
Sinto que já não pertenço aqui…

A solidão dos meus dias,
A frieza dos meus actos,
O vazio dos meus sentimentos
Empurram-me para mais longe.

Faltas-me tu,
O teu sorriso, o teu olhar
E a tua cumplicidade
Que despontavam o meu sorriso mais verdadeiro.

Volta!
Vamos voltar atrás no tempo
E ser de novo as crianças que fomos,
Ingénuas, mas ainda assim felizes…

Feliz!
Quero ser outra vez feliz…
Aquela felicidade estúpida,
Estupidamente boa…

Quero puder rir de nada,
E ser feliz por isso…


Águia Branca

domingo, 10 de junho de 2012

Saudade

Este sentimento tao português,
Não me deixa um só instante,
Pois faltas-me aqui tu,
Pessoa que amo incondicionalmente.


Tenho saudade, saudade de ti
Saudade do sorriso que encontrava em teu olhar,
Saudade do sorriso que carregavas nos teus lábio,
Saudade de ti porque tudo em ti era sorriso.


Tenho saudade, saudade de nós
Saudade dos nossos olhares cúmplices,
Saudade da linguagem que só nós percebíamos,
Saudade de nós porque eramos só um.


Tenho saudade, saudade de mim
Saudade da ansiedade para te encontrar,
Saudades do nervoso por te esperar,
Saudade de mim porque me perdi sem ti.


Esta saudade não mata,
Esta saudade apenas vive para me fazer lembrar de ti,
Esta saudade é o alimento do que sou hoje
Porque apenas ela me liga a ti.

                                                Águia Branca

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O sustento do poeta

Na profundidade do meu ser
Encontrei, enquanto lá passeava,
Algo estupidamente fascinante,
O sol brilhante e a lua reluzente.

Pensei que confundi o céu
Com o intimo do meu ser,
Mas quando voltei à realidade
Era ascendente esta viajem.

Achei que o sol poderia ser
A fonte da minha inspiração
E a lua a minha poesia,
O reflexo da minha alma.

Que belo é pensar em minha alma
Como o reflexo de algo tão gigante,
De algo que me dá vida,
A minha própria sobrevivência.

Ah, como é bom ser Rei,
Ser Rei de um mundo tão diverso,
Deste mundo tão belo
Que é a minha imaginação.

Esta força que me consome
A alma e não me deixa descansar.
As noites passadas em branco
Por não deixar de pensar.

Mas são produtivas as noites
Passadas assim,
Pois, hoje sou quem sou,
Um Poeta de mim.

Águia Branca